O que é homossexualidade e sua relação com as pessoas

A homossexualidade é pecado?

As causas da homossexualidade não têm sido totalmente explicadas e muitos dos que têm estas tentações não as escolhem nem as querem. As pessoas com atracção para as do mesmo sexo também são chamadas à castidade, tal como aos outros membros da Igreja que com entusiasmo estão a lutar contra as suas próprias tentações. Se viverem na graça de Deus eles podem e devem alcançar a perfeição cristã. Os outros não devem tratá-los como marginais, mas sim com respeito e com compaixão porque, como disse Jesus, “Em verdade vos digo que, quando o fizeram com algum do mais pequeno dos meus irmãos foi a mim que o fizeram.” (Mt 25:40).
Os meios de comunicação dizem às pessoas que se têm uma atracção sobre uma pessoa do mesmo sexo, então nasceram homossexuais e precisam de “sair” e de adoptar este tipo de vida, e que se alguém não aprova o que fazem, então essas pessoas são intolerantes. A verdade é que a evidência genética referente à homossexualidade está incompleta, não podemos saber a sua origem e as suas causas. Mas este não é o assunto que importa. Não se devem identificar as pessoas pela sua atracção sexual, como se fosse esta a sua identidade. São filhos e filhas de Deus, e essa é a sua identidade.

Ainda que não seja pecado ter tentações homossexuais, é sim pecado – um grave dano para a pessoa e para os outros – entreter-se em pensamentos ou ter comportamentos homossexuais. Isto pode ser difícil de entender hoje em dia porque a nossa sociedade nos diz que não há amor sem sexo e que está bem separar o sexo da geração de vida. No entanto, Deus desenhou o acto sexual com um propósito muito sagrado. Ele uniu o acto de fazer o amor com o acto de dar a vida, e o que Deus uniu ninguém o deve separar. Quando percebemos o que é mesmo o sexo – um reflexo do amor vivo que nos dá Deus, vê-se mais claramente que as relações entre pessoas do mesmo sexo não podem reflectir este amor. Pessoas do mesmo sexo podem ser reflexos do amor fazendo o que é o melhor para o outro, mas o acto sexual deve estar aberto à criação da vida.

Se tu lutas com este problema, pensa que não estás só e que a Igreja tem um caminho de verdadeira compaixão e ajuda para ti.

Na minha escola costumo gozar com rapazes que têm “tiques” efeminados, isso é errado?

É errado. Para compreenderes melhor, imagina-te no lugar deles:

Pensa que estás na escola ou universidade, e quando os teus amigos começam a falar sobre a atração que sentem sobre as raparigas da turma, tu não sentes os mesmos desejos e sensações. Imagina que até alinhas nas conversas e brincadeiras deles sobre isso, mas sempre te sentiste um estranho quanto ao tema. À medida que os anos passam, sentes que todas aquelas sensações que eles descrevem, tu também os sentes – mas não é por raparigas. Porque tiveste medo da rejeição dos teus colegas, mantiveste silêncio, por anos a fio das tuas sensações e atrações. O medo da isolação, a confusão, vergonha e solidão parece que te sufocam. Finalmente, um dia descobres alguém que sente exatamente o mesmo que tu, finalmente te sentirias compreendido e aceite. Mas quanto mais te aproximas das novas pessoas que te compreendem, mais os outros te rejeitam. Em certos momentos pensas que até a tua família e mesmo Deus te rejeita, porque não te dás com as “pessoas certas”.

Bom, agora que já te meteste na pele de uma pessoa com estes problemas, imagina o impacto que as tuas piadas têm nele. Na escola é comum os rapazes estarem preocupados com a popularidade, com o aspeto físico e com as suas capacidades intelectuais, de modo a obterem aceitação de todos. As tuas piadas, especialmente aquelas que visam a menosprezar alguém não te fazem mais homem, nem parecer melhor, pelo contrário, gozar com alguém é geralmente um sintoma de insegurança. Um homem verdadeiro está seguro da sua masculinidade e trata os outros com dignidade, incluindo aqueles que ele considera efeminado. Tem isto presente: nem todos os homens efeminados sentem atração por outros homens, e por vezes o tipo com o ar mais masculino do mundo sente esse tipo de atração. Não há uma fórmula.

Se queres provar a tua masculinidade ao mundo, sê virtuoso! Na verdade a palavra virtude vêm do Latim Vir que significa homem, virilidade. Mostra que tens carácter e se ofendeste alguém desta forma, pede-lhe desculpa, porque nada como a humildade para te curar a ti de teres ridicularizado alguém, e para curar o ofendido que precisa de apoio, de uma maneira que nem sempre é evidente. No futuro evita esse tipo de comportamento e conversas, não te esqueças o que Jesus disse: Aquilo que fizemos a alguém, foi a Cristo que fizemos (cf. 25, 31-46).

Qual a origem da Homossexualidade? É normal ser gay quando se nasce assim?

A origem das atrações por pessoas do mesmo sexo não são compreendidas na totalidade e muitos dos que experimentam esses sentimentos não escolheram senti-los. Existem muitos debates que defendem a origem natural e outros que defendem a origem desenvolvida, no entanto, os cientistas não conseguiram ainda encontrar uma causa genética para a homossexualidade. O Dr. Dean Hamer (que criou o termo gene gay) afirma “Ainda não conseguimos encontrar o gene para a orientação sexual”. É verdade que existem factores genéticos que podem ter um papel importante na atração sexual, sabemos também que é exagero dizer que existem um gene gay. Vejamos por exemplo o caso dos gémeos idênticos, que partilham os mesmos genes, mas muitas vezes não partilham a mesma orientação sexual.

Podemos também perguntar qual é o sentido de um homem ou mulher nascerem homossexuais e o sistema reprodutivo ser precisamente o oposto dos seus desejos… parece estranho e na verdade há mistérios que a ciência não explica ainda. Um colunista diz o seguinte num artigo chamado “Natural? Desenvolvido? Não interessa!”, acerca das atrações homossexuais: “Nós descobrimos este tipo de atração, não o inventámos, por isso talvez tenhamos nascido assim, certo? Errado! Ninguém nasce com sentimentos de romantismo e muito menos com uma desenvolvida vida sexual. Isso vem depois. Existem muitas influências genéticas que são indesejáveis. O alcoolismo pode ter uma base genética, mas não quer dizer que os alcoolicos devam beber em demasia. Algumas pessoas têm predisposição genética para a violência, mas não têm mais direito que os outros de atacar os seus vizinhos. As pessoas com tendências deste género, não podem utilizar o mote “Deus fez-me assim” como desculpa pelos seus actos…nós não determinamos se uma característica de um indivíduo é boa ou má apenas pelo seu passado genético ou ambiental.

Eu sei que devo acabar com o meu namorado, porque este namoro me está a afastar de Deus e da família, mas como o posso fazer? Não o quero magoar!

Não há forma de acabar o namoro com um rapaz sem que ele fique confuso ou triste! Vai sempre deixar uma marca, mas tem de ser feito. Se uma miúda não aprende a tomar conta de si própria e a dizer “não!”, então nunca vai encontrar o verdadeiro amor. Para acabar com ele, que tal escrever uma carta. Assim podes dar-lhe todas as razões que te levaram a fazê-lo e se ele tiver alguma dúvida pode sempre voltar a lê-la. Estás a deixá-lo não só por ti, mas também para que ele se aperceba para onde está a ir a sua vida. Ele pode tentar manipular-te de forma a conservar o namoro, mas tens de ser firme na carta, que tudo deve acabar!

Pensa em todas aquelas vezes em que devias ter sido mais firme com ele, é altura de compensar esses momentos! É bom poderes falar com alguém depois do namoro acabar. Uma amiga ou alguém da tua família que pode permanecer contigo durante este tempo de transição. Quanto te sentires tentada a ligar ao antigo namorado, podes sempre falar antes com essa pessoa e pedir-lhe coragem! Coragem! É imperativo que não te voltes a aproximar dele nos primeiros tempos, especialmente nada de beijos, troca de abraços ou até mesmo andar de mãos dadas, NADA! Este rapaz não é o teu marido, e os teus afetos não lhe pertencem. Quanto mais lhe mostrares o contrário, pior será para os dois. Sê o mais forte que puderes e pede ajuda à família e a Deus! No futuro, deverás ter em conta que qualquer relação que te afaste de Deus, não é uma relação que venha de Deus. É bom saber que podes vir a ter uma boa relação, fundada em bons valores, em Deus, vivida na castidade em aberta à Sua vontade! Ânimo!

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